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EM DEFESA DO CINEMA BRASILEIRO

O filme “Vingadores — Ultimato”, da Disney, chegou ao Brasil como verdadeira tropa de ocupação. “O longa chegou feito um vendaval, varrendo dos cinemas os filmes em cartaz, e sem dar espaço para outros lançamentos. (…) O lançamento do filme ocorreu em 3.103 salas de 737 cinemas, isto é, em aproximadamente 92% do circuito total disponível no país”, informa o “Filme B”, site dedicado ao mercado de cinema no Brasil.

Trata-se de um “evidente abuso de poder”, escreve o cineasta Cacá Diegues em artigo publicado em “O Globo”. Ele argumenta: “Nos Estados Unidos, por exemplo, o país do capitalismo liberal, nenhum filme pode ser lançado em mais que 15% do circuito nacional. No Brasil, a ocupação máxima já foi de 30%, um exagero. Hoje não tem mais isso, o filme americano é lançado como quiser e fica quanto tempo quiser, numa mesma sala”.

“Não podemos permitir que essa invasão vingadora destrua nossa criativa e bem-sucedida indústria brasileira do audiovisual”, conclama a cineasta Tata Amaral em artigo especial para o TUTAMÉIA, que você lê a seguir, na íntegra.

INVASÃO BÁRBARA

Por TATA AMARAL, cineasta

Desde as primeiras produções de filmes brasileiros, lutamos para proteger nosso direito de produzi-los, distribuí-los e exibi-los no nosso próprio país.

Conquistamos isso nas últimas décadas e construímos uma poderosa indústria audiovisual financiada com recursos gerados pela própria atividade.

Essa indústria é responsável por mais de 300 mil empregos diretos e pela existência de quase 13 mil empresas espalhadas por todo país.

O faturamento anual da atividade é de 45 bilhões/ano. Sua taxa de crescimento é de 8,8% ao ano. Gera renda para 68 outros setores econômicos do país.

Não podemos permitir que essa invasão vingadora destrua nossa criativa e bem-sucedida indústria brasileira do audiovisual. Essa invasão bárbara está ocupando a quase totalidade das nossas salas de cinema e impede que o público do nosso país tenha outra opção, a não ser assistir este único filme, estrangeiro por sinal.

A cota de tela tem que voltar! Os representantes das empresas estrangeiras têm que sair do CONSELHO NACIONAL DE CINEMA!

Por amor e respeito ao público brasileiro, por amor à nossa cultura, por amor ao nosso cinema!

Rodolfo Lucena

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