No início, era um grupo de mulheres, as “Brasileiras Contra o golpe”, que, na Europa, difundiam as lutas dos brasileiros por democracia e contra a destruição do país. Hoje, a turma é maior, arrebanhando solidariedade no exterior e ganhando musculatura, já tendo se transformado na Frente Internacional contra o Golpe no Brasil, a Fibra.

Na última sexta-feira (16.8), foi realizado na Alemanha o segundo encontro presencial dos ativistas, conforme relata ao TUTAMÉIA uma delas, Namir Martins, que mandou texto sobre a reunião e várias fotos. A gente agradece a colaboração e publica a seguir o relato enviado.

 

“FOMOS, SOMOS E SEREMOS RESISTENCIA!”:  O SEGUNDO ENCONTRO DA FIBRA-FRENTE INTERNACIONAL CONTRA O GOLPE

Berlim recebeu hoje, sexta-feira 16.08.2019 brasileiros residentes em diversas partes da Europa para o Segundo Encontro da Fibra. Esse nosso Encontro teve o intuito de  sedimentar nossa atuação em defesa da Democracia brasileira e construir novos Caminhos de Resistência.

Antes do credenciamento, realizado a partir das 14 horas, ocorreu pela parte da manhã, às 10.30 horas uma coletiva entre os convidados para este encontro e jornalistas credenciados. Fernanda Otero fez primeiramente um resumo do trabalho da Fibra, desde a sua formação a partir de 2016, até então com o nome “Brasileiras contra o Golpe”, até o momento atual.

Uma das convidadas do evento foi Renata Souza, deputada estadual do PSOL pelo Rio de Janeiro. Em seguida ouvimos Jean Wyllys que, na sua apresentação, preferiu lançar a pergunta já num primeiro momento: Como se pode defender a democracia? Como agiremos?

A filósofa e professora Márcia Tiburi, que saiu do Brasil em 2018 devido a ameaças de morte, também esteve presente.  Vindo de Barcelona, também como convidada do Encontro, participou a deputada Maria Dantas, do Partido Esquerda da Catalunha. E, finalmente, Breno Altman, do Operamundi, jornalista e membro do Comitê Lula livre. Também foi lida carta de Lula aos brasileiros que atuam no exterior em defesa da democracia no Brasil (leia no final).

Pela parte da tarde, depois do credenciamento tivemos a parte artística e cultural, com o trabalho de Oficinas de Arte.

Quatro oficinas foram oferecidas aos participantes: Teatro, Poesia, Cinema e Música. No final da tarde ouve a apresentação primeiramente do grupo de música coordenado por Namir Martins e logo a seguir a apresentação do grupo convidado da cidade Berlim “Die Frechen Lolas” com canções de B. Brecht, Kurt Weil e Hans Eisler, que têm como tema o fascismo.

Em seguida ouve a apresentação dos convidados já citados para os participantes que falaram sobre os seus trabalhos pessoais e sua luta participativa pela democracia. Um longo dia de muito trabalho, conquistas que fortaleceu a todos. A noite encerrou com um pequeno jantar oferecido pela Fundação Rosa Luxemburgo.

A CARTA DE LULA